Módulo de Dados Topológicos, TDM, é um esquema de representação por fronteira, adequado para representar objetos modeláveis como subconjuntos limitados, semi-analíticos e fechados no espaço euclidiano tridimensional. Ele permite a definição e a manipulação dos modelos através de uma interface funcional e intuitiva.
TDM foi projetado a partir da seguinte equação, que estabelece a relação entre a quantidade de entidades topológicas e algumas características topológicas:
As entidades topolõgicas (vértices, arestas, faces e sõlidos) e as características topolõgicas (componentes, gêneros e conchas) são organizadas hierarquicamente conforme o seguinte esquema.
De acordo com o esquema acima um objeto pode ser construído a partir de vértices. Estes vértices podem ser ligados pelas arestas. Uma sequência ordenadas de arestas determina uma cadeia. Quando uma cadeia é fechada e delimita uma face, dizemos que ela é um laço (loop). Um laço pode ser degenerado em um vértice (imagine um anel encolhendo até um ponto). Um conjunto de faces que delimita um sõlido é chamado de cavidades. Analogamente aos laços, as cavidades podem ser degeneradas em um vértice ou em uma cadeia de arestas. Por fim, um conjunto de entidades geométricas maximamente contectadas determina uma componente.
Quando uma cadeia é fechada e delimita um ``buraco'' (p.ex, o bordo de um buraco no meio de uma folha), dizemos que ela corresponde a um ciclo topolõgico. E quando um conjunto de faces é fechado e delimita uma ``região vazia'', dizemos que ele é uma ``concha topolõgica''.
As funções providas pelo TDM podem ser classificadas em:
Além destas funções, TDM provê internamente um conjunto de mecanismos que permitem atualizar as características topolõgicas dos modelos implicitamente, mantendo a validade das representações. Por exemplo, ao fechar uma sequência de arestas, TDM incrementa o número de ciclos topolõgicos; e ao ``encher'' esta sequência de arestas por uma face, TDM decrementa automaticamente o número de ciclos.